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Sopão da Oposição. por Juliano Ribas

Juliano RibasSopão da Oposição. por Juliano Ribas

Quando chega época de eleição é mais ou menos a mesma coisa de sempre, tem gente dizendo de tudo, acusando esse e aquele de qualquer absurdo, desvirtuando informação pra tentar fazer com que tudo acabe virando uma sopa de briga e chorume. Nesse caldo podem tentar misturar os ingredientes, dar a impressão que os lados são equivalentes, ou tenham a mesma consistência. Tirando o tempero do sensacionalismo que muita gente e veículo de mídia pesa a mão, não há a menor possibilidade de se colocar tudo na mesma panela, nem há a mais básica comparação quando se fala de um projeto executado com muito sacrifício e sucesso e que tem elevado o patamar do clube significativamente, com outra proposta que é vazio, recalque, populismo e muita sanha de holofote.

Acho que há muito tempo não havia uma oposição tão impetuosa e ao mesmo tempo tão sem significado como essa. Não há nenhum fio condutor que una os discursos e transformem essa mera vontade de tirar o “monstro” Petraglia do clube em um projeto com começo, meio e fim, lé com cré, fio e pavio, qualquer coisa que vá umas duas quadras mais longe que o puro revanchismo. Discordar do modelo atual, ok, mas será impossível ter um consenso que resulte numa proposta para o clube que viaje mais longe do que fazer o exato antônimo do que propõe o projeto CAPGigante, que muda a realidade do Atlético desde 1995? Algo desse tipo deve ser pensado, e se leva tempo e vivência para se amadurecer as ideias que dão forma a um conceito. Um ideal não se decide de uma hora pra outra, numas uniões que ninguém sabe porque está ali, decididas no afogadilho, por desistência, seja lá qual motivo. A única coisa que sabem é que conjugam o mesmo verbo: eu odeio, tu odeias, nós odiamos o Petraglia. São incapazes de reconhecer um ínfimo átimo de tudo o que fez do Trétis, anteriormente conhecido como o terceiro time da cidade, um dos maiores e mais modernos clubes do Brasil, reconhecido por todos aqueles, atleticanos ou não, que não conjugam esse ódio.

O apoio ao CAPGigante é cada vez mais significativo, e quem esteve por perto em cada conquista ou quem participou diretamente, como os ídolos de 2001, sabem que tem algo sendo muito bem feito no Clube Atlético Paranaense desde aquela época. Esta máquina gigantesca que se tornou o clube pertence toda ao seu povo, sem nenhuma empreiteira administrando por 30 anos como era desejo dos cabeças da chapa opositora. Por isso precisamos pensar bem em quem votar para fazê-la continuar funcionando. Se hoje milhares de atleticanos podem votar democraticamente, isso é também um feito CAPGigante, que tirou o clube da mão de “Cardeais” e o entregou a todos os seus sócios com mais de 3 anos de associação, sem distinção ou “casta” de notáveis.

Não acredito que seja dessa vez que aqueles que querem tomar o controle do leme do clube em suas mãos consigam seus objetivos. A fragilidade das propostas e dos discursos destes são notórias. A temática “o bem contra o mal”, “nós contra o demônio”, encenada em performances às portas de estádios interditados, é no máximo algo que ilustra a falta de opções que possam naturalmente elevar o debate e fazer frente à um ideal que há vinte anos faz o Atlético Paranaense ser cada vez mais nacional, continental e internacional. Cada vez mais forte.

Autor: Juliano Ribas

Fonte: Site CAPGIGANTE

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