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Do passado para o presente: a “Escola”! por Robson Izzy Rock

Robson Izzy Rock 1Do passado para o presente: a “Escola”!

Lembro quando passei pelos portões do antigo Parque Aquático pertencente ao Atlético Paranaense.

Era um sonho de menino ser jogador de futebol e era um bom centroavante, sabia fazer gols.

Quase alcancei esse sonho no rival, consegui minha vaga no infantil por meus próprios méritos, mas meu falecido pai não me permitiu prosseguir na carreira por falta de dinheiro para as passagens de ônibus.

Deixei então de lado o futebol dos finais de semana por tristeza e desânimo e fiquei um bom tempo inativo.

Você nunca deve abandonar um sonho, pois um sonho nunca te abandona.

Quando eu estava para completar 18 anos, certo dia, o falecido Lourival Barão Marques, primo de minha mãe nos visitou e perguntou se eu ainda jogava futebol, respondi que havia parado quando meu pai me disse “não”.

Ele me interrompeu dizendo que eu era bom e que me daria bem e que eu deveria fazer uma visita ao Zequinha, que na época comandava as categorias de base do Atlético e tentar uma vaga mesmo assim.

Fui eu lá sem esperanças, afinal não praticava mais esportes havia 3 anos, a condição fisica não era das melhores e já estava com 17 anos, claro que não passei nos testes mas percebi e me dei conta de certas coisas que faltavam, que temos hoje e que teriam me proporcionado quem sabe realizar meu sonho.

A história não é sobre mim e sim o que me levou até o Parque Aquático e minha visão na época.

Uma pergunta me acompanha hoje:

“E se Mario Celso Petraglia, tivesse assumido o Furacão pelo menos 5 anos antes daquele ano”?

Com certeza teríamos as “Escolinhas do Furacão”, as mesmas “Escolinhas” espalhadas pelo Brasil.

Eu poderia ter uma chance perto de minha casa, não teria que me deslocar a uma distância tão grande, não necessitaria nem pagar ônibus e teria acompanhamento profissional e quem sabe hoje não estaria escrevendo essa coluna e sim “saboreando” minha aposentadoria como boleiro.

Quantos meninos “promessas” ficaram pelo meio do caminho, quantos craques não tiveram oportunidades no mundo do futebol por falta das hoje famosas “Escolas do Furacão”?

Quantos Jadsons, Fernandinhos, Otávios, Klebersons, Adrianos, Cocitos, Gustavos, ficaram sem uma chance de mostrar suas habilidades?

Hoje fabricamos craques, jogadores talentosos aos montes e todo ano temos uma nova promessa.

Eles estão por todos os cantos, moram ao lado de sua casa, da minha, estudam na mesma escola de nossos filhos, frequentam os mesmos lugares e serão em breve estrelas nacionais e quem sabe internacionais, fabricados pelas “Escolas do Furacão”.

Agora te pergunto:

Quem teve a ideia e deu vida as “Escolas do Furacão” e que se dedica ao máximo para que esse projeto cresça ano após ano?

Mario Celso Petraglia.

Um projeto só cresce pelas mãos de um idealizador e visionário.

As “Escolas do Furacão” tornaram-se exemplo de organização para todo o Brasil e ao longo dos anos fabricaram talentos incontáveis, além de restituir ao Atlético valores fantásticos financeiramente em transações que até hoje rendem lucros esporádicos.

Pena no meu tempo de criança não haver uma “Escola do Furacão”, quem sabe, eu poderia ter feito história e não estar escrevendo uma.

Lembre-se que quando outro assumiu o posto de mandatário Rubro Negro, nossas categorias de base definharam e perderam força.

O Futuro do Atlético começa dentro do próprio Atlético e só continuará se seu mentor prosseguir em sua caminhada.

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