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Com fôlego em dia, Rubro-Negro é dono do melhor ataque do Brasileirão no segundo tempo das partidas

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Quando você escutar de algum jogador do Atlético Paranaense que o time “correu” durante os 90 minutos, pode acreditar. Com o preparo físico em dia, o elenco principal rubro-negro tem conseguido não só manter a intensidade de jogo, mas também aproveitar quando o adversário demonstra cansaço. Tem sido assim neste Campeonato Brasileiro. Dos 19 gols anotados pelo Furacão no torneio, 13 deles saíram no segundo tempo dos jogos. Feito que torna o ataque atleticano o mais positivo da competição nos 45 minutos finais.

São 68,4% de gols marcados nesse período da partida. Índice que supera até o do líder Cruzeiro, dono do ataque mais positivo no geral, com 23 gols [também 13 deles, 56,5%, anotados depois do intervalo]. Os clubes que mais se aproximam de rubro-negros e celestes são Atlético Mineiro, Botafogo e Fluminense: cada um balançou a rede adversária 10 vezes nesse mesmo intervalo de tempo. Vítima do poder ofensivo do Furacão neste Brasileirão, o Criciúma é o time que mais foi “vazado” na etapa final: 12 gols sofridos [80% dos 15 que tomou até aqui].

“Esse número não é devido ao acaso”, afirma o coordenador científico do Furacão, Márcio Corrêa. “Isso se deve a um plano organizacional, da análise individual dos jogadores, em que você preferencialmente executa trabalhos que suprem a necessidade exata de cada atleta para ele ter o melhor desempenho possível nos 90 minutos”, diz. E no que se refere aos gols, a medida tem dado mesmo certo. Até porque o Rubro-Negro é o único do Brasileirão até aqui a comemorar tentos em todas as partidas.

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E se é verdade que a perícia dos especialistas e a estrutura que o clube oferece têm ajudado no desempenho do time, ela não para por aí. Tal filosofia tem contribuído até mesmo para evitar lesões nos jogadores em meio à agenda cheia de jogos e à rotina de treinos, aponta Corrêa. “Hoje, aqui no Atlético, não temos nenhum atleta no Departamento Médico, nem mesmo por pancada e muito menos por desgaste muscular”, destaca. Ele explica ainda que cada jogador tem sido monitorado constantemente, de modo que as cargas de treinos sejam equivalentes à necessidade de cada um.

“Hoje, o esporte está mais voltado às especificidades do treino”, justifica o coordenador. “Durante a semana, procuramos proporcionar cargas adaptativas muito próximas à de uma partida. Todo o treinamento do atleta é embasado nas atitudes que ele teve no jogo, tanto nas corretas quanto nas incorretas. Verificamos a atitude do atleta e observamos o desgaste dele, para daí prescrevermos o próximo treinamento. E isso é o que temos feito com todas as categorias aqui do clube. Acredito que essa maneira de trabalhar tem aproximado cada vez mais o atleta da realidade do jogo. E isso é o que ele precisa ter para chegar às vitórias e ter êxito na carreira”, conclui.

Foto: Gustavo Oliveira/Site Oficial

 

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