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Leia os argumentos utilizados por quem é contra a Copa e o porquê de eles serem equivocados

CAP CAP CAP CAP

O site “Viva a Copa” publicou um texto em que analisa os argumentos usados pelas pessoas que protestam contra a realização da Copa do Mundo no Brasil. O artigo destaca que o evento é um grande negócio para o país e que o Governo Federal não gastou um centavo sequer do Orçamento para a realização do Mundial.

De acordo com o site, os governos estaduais e municipais gastaram e podem gastar mais no futuro com a competição, mas os valores dependem da lucratividade das arenas. Gastos que serão bem menores do que os oito bilhões de reais empregados no total das obras.

Leia o texto abaixo ou clique aqui para acessar o site.

Então você é um daqueles idiotas que protestam “contra a Copa do Mundo”?

POIS SAIBA QUE VOCÊ É UM IMBECIL!

Leia abaixo os motivos pelos quais quem protesta contra a Copa do Mundo de 2014 no Brasil é um tremendo imbecil.

Então você é um daqueles babacas que se acha muito inteligente e “consciente” porque protesta contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil, e chama todo mundo que não participa dos seus protestos idiotas de “alienado”?

Sinto te informar, mas o verdadeiro ALIENADO aqui é VOCÊ, seu idiota!

Você se acha o “herói” que está “lutando pelo povo”, não é mesmo?

Na verdade você não passa de um pateta fazendo um papelão diante do mundo, e trazendo muito mais malefícios do que benefícios para o povo.

Vamos aqui analisar os argumentos idiotas, e muitas vezes MENTIROSOS dos que protestam contra a Copa do Mundo no Brasil, e desmontar a suas falácias.

Os babacas que são contra a Copa do Mundo no Brasil basicamente dizem que “muito dinheiro público” está sendo gasto com a Copa do Mundo, que este dinheiro deveria estar sendo usado “na Saúde e na Educação”, e que há muita corrupção nas obras da Copa.

Será mesmo?

Em primeiro lugar, quanto dinheiro está sendo realmente gasto com a organização da Copa do Mundo?

A turminha dos “anti-Copa” diz que os gastos são de 30 bilhões de reais. Na verdade o valor é menor. Mas a questão é: mesmo que fossem 30 bilhões de reais, isso realmente é “muito dinheiro”? E de onde sai esse dinheiro? Estaria esse dinheiro realmente saindo “da Saúde e da Educação”, como eles alegam?

Para colocar as coisas em perspectiva, você sabe quanto foi a arrecadação de impostos do governo federal brasileiro no ano de 2013? Foi de mais de um trilhão de reais, ou seja, mais de mil bilhões de reais. Isso significa que, se os gastos com a Copa fossem realmente de 30 bilhões de reais, esse valor seria equivalente a menos de 3% (três porcento) do dinheiro arrecadado pelo governo federal somente no ano de 2013.

Se você considerar que o governo federal arrecadou também mais de 1 trilhão no ano de 2012, o total arrecadado nos dois anos, 2012 e 2013, passa de 2 trilhões de reais. Neste caso, os 30 bilhões gastos com a Copa equivalem a menos de 1,5% (um e meio porcento) do que o governo arrecadou nos anos de 2012 e 2013.

Se você acrescentar o que foi arrecadado pelo governo também em 2011, o total arrecadado passa de 3 trilhões, e os gastos da Copa caem para menos de 1% do arrecadado pelo governo federal neste período de 3 anos. Como todos sabem, as obras com a Copa não aconteceram todas de uma vez, apenas em um único ano, elas vem ocorrendo desde 2010, passando por 2011, 2012, 2013, e várias ainda estão em execução no ano de 2014.

Muito bem, agora que nós já sabemos que os tais “30 bilhões” que os anti-Copa dizem que estão sendo gastos com o evento equivaleriam a menos de 1% do que foi arrecadado pelo governo federal nos anos de 2011, 2012 e 2013, que tal compararmos os alegados “30 bilhões” com os investimentos na Educação, já que eles gostam tanto de encher a boca para falar em Educação?

Vamos nos limitar aqui a um único tipo de investimento na Educação, que é o FUNDEB. Se levássemos em conta outros investimentos na Educação, os valores seriam ainda maiores, mas por enquanto vamos ficar só com o FUNDEB.

O FUNDEB é o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica. É um fundo mantido pelo governo federal que repassa recursos para os Estados e os municípios brasileiros, para que Estados e municípíos apliquem esses recursos exclusivamente na Educação Básica (ou seja, o ensino fundamental e médio).

Pois bem, somente nos anos de 2011 e 2012, o governo federal repassou a Estados e municípios, através do FUNDEB, para investimentos na Educação Básica, a quantia de mais de 92 bilhões de reais.

Isso representa mais do triplo do dinheiro que afirmam que será gasto com a Copa do Mundo (que seria de 30 bilhões).

Lembrando que se tratam apenas dos recursos repassados em um período de dois anos (2011 e 2012).

Ora, mas vejam só… A tal “fortuna” que estaria sendo gasta com a Copa do Mundo equivale a menos de um terço do que o governo federal repassou, apenas em 2 anos, para Estados e municípios, apenas para investimentos na Educação Básica.

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Mas depois de tanto falar em arrecadação de impostos, e fazer comparações com os valores repassados para o FUNDEB, surge uma pergunta: será que o dinheiro que está sendo “gasto com a Copa” TEM ALGUMA COISA A VER com os impostos arrecadados pelo governo federal ou com o orçamento da Educação?

Quem quer falar sobre os recursos utilizados na Copa do Mundo deveria, em primeiro lugar, visitar o Portal da Transparência na Copa, criado pelo governo federal para monitorar os gastos previstos e realizados com o evento. O link é:

http://www.portaltransparencia.gov.br/copa2014/

Analisando as informações do Portal da Transparência nós podemos fazer algumas constatações bem interessantes.

A primeira constatação é: o governo federal não gastou um centavo sequer do Orçamento da União com a construção e reformas de estádios.

Os estádios foram reformados ou construídos a partir de uma combinação de recursos privados (no caso de estádios pertencentes a clubes, como o Beira-Rio, a Arena da Baixada e o Itaquerão), recursos de governos estaduais, e EMPRÉSTIMOS concedidos por instituições financeiras pertencentes ao governo federal, como BNDES, Caixa Econômica e Banco do Brasil.

Nem um único centavo para obras de estádios saiu do Orçamento Geral da União, que é para onde vai o dinheiro dos impostos arrecadados, e de onde saem os recursos para a Saúde e a Educação.

Mas aí vai aparecer aquele babaca anti-Copa, falando: “ah, mas é dinheiro federal do mesmo jeito, o dinheiro emprestado pelo BNDES, Caixa Econômica, etc..”

NÃO É. Não tem nada de “a mesma coisa”.

O BNDES, a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, apesar de serem instituições pertencentes ao governo federal, são BANCOS, e como todo banco, vivem de EMPRESTAR DINHEIRO para ser pago com juros. É isso que todo banco faz, e que o BNDES, a Caixa e o BB fazem.

O BNDES, a Caixa e o BB tem os seus próprios ativos, que não tem nada a ver com o dinheiro do Orçamento do governo, e para que esses ativos aumentem, eles fazem o que todo banco faz, que é emprestar dinheiro, para depois ser pago com juros. E tanto o BNDES, quanto a Caixa e o BB são bancos que tem dado LUCRO todos os anos.

Mas agora vamos voltar ao assunto dos tais “30 bilhões” gastos com a Copa. Como podemos constatar no Portal da Transparência, apenas uma pequena parte dos gastos totais relacionados ao evento são gastos com estádios. Na realidade, apenas cerca de 8 bilhões são gastos com reformas e construções de estádios de futebol (que, como já vimos, não tiveram sequer um centavo do Orçamento Geral da União para suas obras).

Os demais “gastos” com a Copa, fora os estádios, são o quê, então?

São, na maioria investimentos na INFRA-ESTRUTURA das cidades-sede do evento.

A grande verdade é que tais investimentos SEQUER DEVERIAM SER CONSIDERADOS “GASTOS COM A COPA“.

São investimentos em aeroportos, portos, ruas, avenidas, túneis, pontes, viadutos, corredores de ônibus e outras obras de mobilidade urbana.

Todos esses investimentos vão trazer benefícios para as populações das cidades-sede da Copa durante MUITOS ANOS APÓS A COPA TER TERMINADO. Quando a Copa acabar, as novas avenidas, os viadutos, as pontes, os aeroportos ampliados, e todos os demais investimentos vão continuar lá, servindo para melhorar a vida da população.

Foi neste tipo de investimento em infra-estutura que o governo federal colocou dinheiro do Orçamento. E este tipo de investimento em infra-estrutura SEMPRE foi destino de recursos do Orçamento da União, e SEMPRE deverá continuar sendo, pois se trata de melhorar as condições das cidades brasileiras. Inclusive muitas cidades que NÃO SÃO cidades-sede da Copa TAMBÉM tem recebido muitos recursos do governo federal para investimentos em infra-estrutura.

Muito bem, vamos nos concentrar então nos estádios de futebol, que parecem ser o principal alvo da ira e do ódio dos retardados mentais que protestam contra a Copa do Mundo.

Em primeiro lugar, podemos até ponderar se os investimentos na modernização de muitos dos nossos estádios de futebol, e na construção de novas modernas arenas, não seriam investimentos que também vão muito além do que simplesmente apenas a Copa de 2014.

Muitos dos estádios de propriedade dos governos municipais e estaduais já estavam com suas estruturas comprometidas, pondo em risco até a segurança dos torcedores. Exemplo disso é o estádio da Fonte Nova, em Salvador, em que no ano de 2007 ocorreu uma tragédia quando uma mureta desmoronou, e vários torcedores despencaram de grande altura, causando sete mortes. A Fonte Nova foi então posta abaixo e foi construído um novo estádio, muito mais moderno, em seu lugar, adotando o mesmo nome.

Os novos estádios trazem mais conforto e segurança aos torcedores, e podem ser utilizados para outros tipos de eventos, como concertos musicais, por exemplo.

Mas quanto realmente foi e será gasto pelos governos estaduais (e/ou municipais) nas obras dos estádios?

Chegamos agora talvez a um dos pontos principais da análise. Já vimos que o governo federal não gastou um centavo sequer do Orçamento Geral da União com obras de estádios. Mas os governos estaduais (e/ou municipais) gastaram e/ou vão gastar no futuro.

Como assim “vão gastar no futuro”? Ora, como vimos, foram feitos empréstimos de instituições financeiras como BNDES, Caixa Econômica e BB para as obras dos estádios. Esses empréstimos terão que ser pagos, no futuro (ou já começaram a ser pagos, em suas primeiras prestações).

Quem vai pagar esses empréstimos? Ora, isso depende.

Vai depender de fatores como a lucratividade e auto-sustentabilidade das arenas após a Copa. Muitos dos estádios foram reformados através de Parcerias Público-Privadas entre os governos estaduais e as construtoras, formando consórcios que irão administrar os estádios durante as próximas décadas.

A maioria dos contratos dessas parcerias prevê que, apenas no caso das arenas não darem lucro suficiente para pagar as parcelas do empréstimo feito, e sobrar mais um valor pré-estipulado, apenas nos meses em que isso acontecer é que os governos estaduais (e/ou municipais) precisarão desembolsar recursos para cobrir o valor que falta.

Ou seja: a maior parte dos gastos dos governos estaduais (e/ou municipais) com os estádios sequer foi feita ainda. A maior parte dos gastos será feita NO FUTURO, em suaves prestações, e dependendo da lucratividade ou não das arenas, as quais poderão melhorar sua arrecadação através da realização de eventos não-esportivos, como shows musicais, por exemplo.

VEJAM SÓ: o maior alvo do ódio dos dementes que protestam contra a Copa, que são os gastos dos governos estaduais com o estádios (já que o governo federal não gastou NADA com estádios) são na maior parte gastos que nem sequer foram feitos ainda, e que vão depender de fatores futuros como a lucratividade das arenas, e podem vir a nem se tornarem tão altos como inicialmente estimado.

Considerando que três dos estádios são privados (Beira-Rio, Arena da Baixada e Itaquerão) e pertencem a clubes de futebol que terão que arcar com os pagamentos dos empréstimos, e considerando que alguns dos estádios públicos tem potencial para serem lucrativos, podemos com certeza chegar a uma conclusão: os gastos efetivamente realizados e que virão a ser realizados pelos cofres públicos dos governos estaduais com as obras de estádios SERÃO BEM MENOS DO QUE OITO BILHÕES DE REAIS empregados no total das obras.

Lembrando que a maior parte do que já foi gasto é dinheiro de EMPRÉSTIMOS concedidos por instituições financeiras.

MAS E AÍ, SERÁ QUE O INVESTIMENTO NA COPA NÃO VALE A PENA?

Depois de tanto analisarmos os custos envolvidos, cabe agora perguntar: será que não vale a pena o investimento feito na organização da Copa do Mundo?

Já vimos que uma grande parte dos “tais 30 bilhões” que dizem que serão “gastos” com a Copa são na verdade investimentos em infra-estrutura e mobilidade urbana das cidades-sede do mundial, investimentos que certamente valeriam a pena ser feitos MESMO QUE NÃO HOUVESSE COPA DO MUNDO, pois independente de haver Copa ou não, são obras que trazem melhorias no trânsito dessas cidades, na qualidade de vida da população, na eficiência econômica dessas cidades, na sua estrutura para lidar com a atividade turística, entre outras coisas.

Mas os demais investimentos feitos, como por exemplo, os BEM MENOS do que 8 bilhões que os governos estaduais gastaram e poderão vir a gastar (dependendo de fatores futuros) com as reformas e construções de estádios?

Será que esses outros investimentos feitos para garantir a Copa no Brasil, mesmo que tivessem como único objetivo a realização da Copa, não valeriam a pena? Será que a Copa do Mundo no Brasil, por si só, já não seria um investimento que vale a pena?

Ora, segundo estimativa da Embratur, cerca de 600 mil turistas estrangeiros devem vir ao Brasil durante o período da Copa do Mundo, os quais devem gastar no Brasil cerca de 7 bilhões de reais (fonte: http://www.anba.com.br/noticia/21013383/anba-na-copa/brasil-espera-600-mil-estrangeiros-para-2014/)

Somente o valor gasto por turistas estrangeiros no Brasil durante o período da Copa já supera o total que deverá ser efetivamente gasto pelos cofres públicos dos governos estaduais e municipais com os estádios da Copa (lembrando de novo que 3 dos estádios são privados).

Mas isso é apenas uma pequena parcela dos benefícios da Copa do Mundo.

Para além dos gastos dos turistas estrangeiros durante a Copa, o evento também trará grande dinamismo ao turismo doméstico, com milhares de brasileiros viajando internamente pelo país nos meses de junho e julho de 2014.

Mas o maior legado da Copa do Mundo para o turismo não é o legado imediato, mas o legado a médio e longo prazo, o legado para depois da Copa.

Teremos milhares de turistas estrangeiros conhecendo o Brasil pela primeira vez, conhecendo as belezas naturais deste país, das florestas da Amazônia e do Pantanal, às praias do Nordeste, à Cataratas do Iguaçu no Paraná. Teremos milhares de jornalistas estrangeiros conhecendo as belezas do nosso país.

Isso tudo traz um enorme potencial para divulgar o nosso país, e ampliar em muito o número de turistas estrangeiros vindo ao Brasil todos os anos, e não apenas no ano da Copa.

Atualmente, o número de turistas estrangeiros que vem ao Brasil por ano é considerado muito baixo, comparado com o número de turistas que visitam outros países até menores do que o nosso. A Copa do Mundo tem o potencial de alavancar o turismo no Brasil, ampliando a vinda de turistas estrangeiros não apenas em 2014, mas durante muitos anos, com a divulgação massiva que será feita dos atrativos do nosso país.

Para podermos ter uma melhor noção do que isso significa, devemos pegar o exemplo da África do Sul, país que sediou a Copa do Mundo de 2010, e que teve um significativo aumento no número de turistas estrangeiros que recebe.

No ano de 2010, a África do Sul teve um aumento de 15% no número de turistas estrangeiros em relação a 2009, como podemos ver neste link:

http://www.southafrica.info/travel/tourism-020311.htm#.UuU_HPu5fGg

Mas mesmo depois do ano da Copa, 2010, a África do Sul continuou se beneficiando com a divulgação proporcionada pela Copa. No ano de 2011, o número de turistas estrangeiros que visitaram a África do Sul cresceu em 3,3% em relação a 2010, como mostra este link:

http://travelworldnews.com/2012/04/12/2011-tourist-arrival-figures-to-south-africa-continue-to-grow-holds-on-to-gains-following-world-cup-year/

Ainda em 2013, continuou a tendência de crescimento das visitas de turistas estrangeiros à África do Sul, com o primeiro trimestre resgistrando aumento de 8,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme informado neste link:

http://www.easier.com/118888-south-african-tourism-still-winning-after-the-2010-world-cup.html

Podemos portanto ver o efeito positivo a longo prazo que a Copa do Mundo de 2010 teve para o turismo na África do Sul, aumentando ano a ano o número de visitantes, que deixam divisas no país, beneficiando a economia e gerando empregos.

A Copa de 2014 tem o potencial de fazer o mesmo em relação ao Brasil, mostrando que o seu legado para o setor turístico vai muito além dos 600 mil estrangeiros que virão ao país em junho e julho, deixando 7 bilhões de reais na nossa economia.

Um último argumento muito utilizado pelos debilóides que protestam contra a Copa do Mundo, é a de que teria “muita corrupção” nas obras da Copa.

O interessante é que eles afirmam isso sem nenhuma prova de nenhum caso concreto de corrupção.

De fato, diversos estádios apresentaram aumento nos custos previstos nas obras. Mas em outros estádios ocorreu o inverso: o custo total da obra acabou ficando MENOR do que o inicialmente estimado, como por exemplo, na Arena Castelão, em Fortaleza, e na Arena das Dunas, em Natal. Mas isso eles não falam.

Mesmo nos estádios em que houve aumento nos custos, isso não necessariamente significa que houve corrupção ou desvio de recursos. Em muitos casos pode ter ocorrido que os custos foram subestimados na análise inicial, e que ocorreram aumentos nos custos de materiais, equipamentos, e mão-de-obra, que não estavam inicialmente previstos.

Mas, caso tenha havido corrupção em alguma das obras, cabe ao Ministério Público investigar, analisar, e denunciar os culpados, e a Justiça irá julgá-los. O governo federal exigiu critérios de transparência nas obras, o que facilita o trabalho de investigação do Ministério Público. Caso tenha alguma coisa errada, que seja denunciado. Mas por enquanto, o Ministério Público ainda não apresentou nenhuma denúncia de corrupção ou de desvios em nenhuma das obras.

Mesmo que tenha havido casos de corrupção em alguma das obras, que o Ministério Público venha a descobrir e denunciar, isto não é motivo para ser contra a Copa. Os eventuais responsáveis que sejam julgados, punidos, e obrigados a ressarcir os cofres públicos, caso tenham roubado alguma coisa. Mas ser contra a realização da Copa por causa disso é pura idiotice.

EM RESUMO

Podemos concluir que:

1 – A Copa é um bom negócio para o Brasil, trazendo ótimo retorno para a economia do país

2 – O governo federal não gastou um centavo sequer do Orçamento com obras de estádios

3 – As obras de infra-estrutura e mobilidade urbana são importantes, e deveriam ser feitas mesmo que não houvesse Copa

4 – A maior parte dos gastos de Estados e municípios com estádios nem foi desembolsada ainda, e poderão ser reduzidos, dependendo da lucratividade dos estádios

5 – O tais “30 bilhões” que serão gastos com a Copa são menos de um terço do que o governo federal repassou, apenas em 2011 e 2012, para Estados e municípios investirem na Educação Básica

6 – Quem protesta contra a Copa é um IMBECIL, alienado, DESINFORMADO, debilóide, oportunista, retardado, baderneiro que só quer fazer bagunça, incapaz de raciocinar com base em dados reais, e está causando apenas prejuízos ao povo brasileiro, além de merecer ganhar o prêmio Nobel de Idiotice.

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Pequena observação sobre mais um dos argumentos utilizados por alguns dos idiotas que são contra a Copa: o de que a Copa seria “para os ricos”.

Esse argumento é completamente idiota. É MUITO fácil encontrar milhares de trabalhadores brasileiros que moram em periferias, e que JÁ COMPRARAM ingressos para pelo menos uma partida da Copa do Mundo em sua cidade. Nem precisa procurar muito para achar.

Um ingresso para um jogo da Copa pode ser comprado por menos de 300 reais, menos do que custa um tablet de padrão popular, desses que o povão na periferia compra aos montes hoje em dia.

Os ingressos para a Copa foram vendidos por sorteio entre os interessados na primeira fase de vendas, e MUITA gente que mora na periferia foi sorteada, pagou no cartão ou no boleto, e já garantiu a sua ida a pelo menos um jogo da Copa.

Querer NEGAR que isso é verdade é coisa de gente com MÁ-FÉ. Coisa de gente que quer criar uma imagem IRREAL de um país supostamente “cheio de miseráveis que passam fome” enquanto “uma pequena elite” vai ver o jogos da Copa. Isso não existe. Para quem não sabe, o Brasil é hoje um país onde MAIS DA METADE das famílias, mais de 50%, ou seja, A MAIORIA, possui carro ou moto. É isso mesmo. A MAIORIA das famílias brasileiras possui carro ou moto, conforme notícias neste link:

http://noticias.r7.com/brasil/mais-da-metade-das-casas-brasileiras-tem-carro-ou-moto-2410201

Para quem não sabe raciocinar, e é preciso desenhar: “mais da metade” obviamente significa MAIORIA. Entendeu?

Portanto este não é um país onde uma “maioria de pobres miseráveis que passam fome” não pode ir ver um jogo da Copa porque “não tem condições”. Isso não é o Brasil real de 2014. Podia ser o Brasil de 20 anos atrás, mas não o Brasil de hoje. Só que os retardados anti-Copa ainda vivem com a cabeça em 1990, ainda vivem com a cabeça no século passado.

É seguro dizer que, hoje em dia, a MAIORIA dos brasileiros teria condições de, SE QUISESSEM, pagar 300 reais para ir ver um jogo da Copa (obviamente tem que passar pelo sorteio, pois não teria lugar no estádio suficiente para todo mundo). Não há ABSOLUTAMENTE NADA DE ABSURDO nesta afirmação, que é o RETRATO FIEL da realidade brasileira, diferente dos delírios de alguns dos anti-Copa, que imaginam um país miserável com a maioria do povo passando fome, o que simplesmente não é verdade.

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Uma pequena fábula para refletir:

Pedro e José eram dois irmãos que cresceram em um humilde e pequeno sítio de propriedade de seu pai, Francisco, um agricultor familiar. O sítio, apesar de bem pequeno, ficava em uma localização privilegiada, com vista para um rio com uma belíssima cachoeira.

Depois que o Seu Francisco faleceu, Pedro e José dividiram o sítio, e cada um construiu uma casa para suas respectivas famílias em sua metade do sítio, ambas as casas com vista para o rio e a bela cachoeira.

Um dia, Pedro e José apostaram em um “bolão” da loteria, acertaram cinco dos seis números, e na divisão do prêmio, cada um ficou com 10 mil reais.

Como cada um investiu os seus 10 mil reais?

Pedro resolveu investir tudo, até o último centavo, na Saúde e na Educação: colocou os 10 mil reais em uma poupança que rendia uma merrequinha por mês, e fez plano de saúde para a família toda, e matriculou seus dois filhos em um excelente colégio particular.

Todos os meses, o que Pedro gastava com mensalidades do plano de saúde e mensalidades do colégio dos filhos era bem mais do que o rendimento da poupança, e assim o saldo da sua poupança foi diminuindo mês a mês. Em apenas dois anos, Pedro gastou tudo o que tinha na poupança, e, sem dinheiro, teve que cancelar o plano de saúde, e tirar os filhos do bom colégio em que estavam.

Já o José teve uma idéia diferente, e resolveu investir no Turismo: aproveitou a belíssima vista que o seu terreno tinha para o rio e a cachoeira, e usou os 10 mil reais para construir um pequeno bar e restaurante familiar, ao lado de casa, com visão privilegiada da natureza.

Logo o seu pequeno bar e restaurante se tornou um sucesso, com muitas pessoas das cidades mais próximas vindo tomar uma cervejinha com vista para o rio e a cachoeira, desfrutando das belezas naturais do sítio do seu José.

O negócio do seu José cresceu, ele ampliou o restaurante, e passou a ter uma renda mensal tão boa, que deu para fazer plano de saúde para a sua família, e matricular o seus três filhos no melhor colégio particular da região.

Como o negócio do seu José se manteve por muitos anos, ele pode continuar pagando plano de saúde e colégio particular enquanto quis, e seus filhos passaram no vestibular para Direito, Engenharia e Publicidade.

Moral da história: investir “tudo na Saúde e na Educação”, sem investir em uma atividade econômica que possa sustentar aquela Saúde e Educação a longo prazo, não adianta nada.

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Um comentário em “Leia os argumentos utilizados por quem é contra a Copa e o porquê de eles serem equivocados

  1. Quem ler a Gazeta do Povo terá uma visão totalmente distorcida do assunto,haja maldade.

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