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Atlético Cristaliza o Tempo. por Mauricio Schultz.

A Guerra do Capanema, A Batalha dos Dois Dias, o jogo que começou cinco de fevereiro de 2014 e terminou na madrugada seguinte são daqueles eventos que forjam a ferro e fogo a passagem de uma geração, pois quem dos atleticanos mais experientes não recorda com afeto a epopéia do bravo Ziquita, dessa forma hoje nos fomos testemunhas de algo que será… impresso no imaginário dos filhos atleticanos.

O Rude Esporte Bretão ainda não foi explicado satisfatoriamente, rústico Teatro da Vida? De uma vida cheia de som e fúria contada por 22 pobres atores que se pavoneiam durante uma hora no palco? Como um dia escreveu Shakespeare na peça Macbeth?

E assim como a paixão futebol também não é compreensível e assim como a paixão reúne pessoas tão diferentes, de classes de credos de ideais de interesses tão conflitantes, reúne também sentimentos conflitantes e em um pequeno fragmento de tempo; da esperança, de alimentar uma ilusão, do desejo, da alegria, da decepção, da desova coletiva de frustrações pessoais, da lamentação, do grito gutural, do choro do ranger de dentes, da ofensa, de desertar ou resignar, da surpresa, de um renovar de esperança de Vinícius de Moraes, do silêncio diante a derrota eminente, do inacreditável, do imponderável, do sobrenatural de Almeida personagem de Nelson Rodrigues ou do “mas e você não morrree José!” de Carlos Drummond de Andrade, e por fim de ter Fé!

SRN

Mauricio Schultz

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