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E se a Copa fosse no Pinheirão? Por Roberto Bonnet

Roberto Bonnet  Ao voltar para casa, após o jogo do Furacão (CAP 2 x 0 Goiás), comecei a pensar como seria a Copa no Pinheirão, primeira ideia de nossa “aldeia”, encampada logo no início do anúncio da Copa no Brasil (2007) e que foi descartada para nossa sorte e para o bolso dos contribuintes. Pensei, por que estou vendo que fazem tempestades em copo d’água, por R$ 265 milhões (em valores corrigidos e atualizados) em um acordo tripartite que envolve PMC+GVPR+CAP.

Caso fosse o Pinheirão, a conta seria paga apenas uma das partes envolvidas, provavelmente o Governo do Estado, deixando de ser tripartite e encarecendo muito mais a obra, conforme segue outros exemplos (agosto/2013) dos estádios da Copa:

 

Estádio 2009 (R$) 2010 (R$) 2013 (R$)
Arena Amazônia 500 milhões 515 milhões 605 milhões
Arena das Dunas 300 milhões 350 milhões 350 milhões
Arena Pantanal 400 milhões 454 milhões 519 milhões
Arena Pernambuco 500 milhões 529 milhões 529 milhões
Beira Rio 120 milhões 130 milhões 330 milhões
Castelão 300 milhões 623 milhões 623 milhões
Fonte Nova 400 milhões 592 milhões 592 milhões
Mané Garrincha 520 milhões 745 milhões 1,43 bilhões
Maracanã 430 milhões 600 milhões 1,19 bilhões
Mineirão indefinido 426 milhões 695 milhões
Morumbi/Arena Corinthians 300 milhões 240 milhões 855 milhões

 

Aqui ressaltamos, que o Pinheirão precisaria primeiramente ser demolido no seu todo, pois as estruturas corroídas pelo tempo, estariam precárias e não poderiam ser utilizadas. Não seria uma reforma, mas sim um novo Estádio. No mínimo, o custo do dinheiro público a ser colocado no famigerado Pinheirão seria de aproximadamente R$ 600 milhões no MÍNIMO (custo de 2009). Chegando próximo dos R$ 900 milhões para o ano de 2013. Dinheiro esse que seria bancado em sua totalidade pelo Governo do Estado do Paraná, através de PPP (Parceria Público-Privado);

Mas não podemos esquecer que não seria apenas isso, pois existia um imbróglio com a FPF (dívidas municipais e com o CAP), que precisariam ser assumidas pelo GVPR  para a desapropriação do estádio. Entre elas podemos destacar:

 

Instituição Dívida (R$)
Governo federal 27,3 milhões
CAP 18 milhões
PMC (Prefeitura de Curitiba) 7,8 milhões
Outros 3,50 milhões
Trabalhistas 1,0 milhões
TOTAL 57,8 milhões

 

Total de dívidas que provavelmente seriam empurradas ao Governo do Estado do Paraná, através de acordo com a FPF e PMC para garantir a Copa em Curitiba, ou seja, apenas mais R$ 57 milhões.

Reclamam das desapropriações do CAP, mas tenho certeza no caso do Pinheirão, seria muito maior e mais onerosa aos cofres públicos. Vale lembrar que o Pinheirão foi arrematado em 2012 em segundo leilão por 57,5 milhões, sendo o valor de mercado de aproximadamente R$ 69 milhões.

Os defensores poderiam alegar que teria a participação de alguma grande construtora ou grupo gestor da obra, que iria administrar a ARENA PINHEIRÃO, por 20,30 ou 50 anos e novamente lembramos, que mesmo nesse acordo bipartite (PPP – Parceria público privada), o custo da obra seria no mínimo muito maior, do que o orçado em R$ 2009 (R$ 600 milhões), tendo ainda, que o Governo ceder por migalhas (aluguel) a gestão da estrutura, por falta de know-how em eventos esportivos de grande porte, ficando refém da própria parceria.

Destacamos ainda, os aditivos, as greves e paralisações e um projeto que em nada iria se diferenciar dos demais geridos pelas construtoras. Além do encarecimento pelos atrasos e outras burocracias que tanto conhecemos.

Assim sendo, pergunto: Qual seria o preço desta brincadeira? Provavelmente mais de R$ 1 bilhão de dinheiro público colocado em um elefante branco chamado PINHEIRÃO.

Se fizermos um comparativo, hoje, conforme os números, o custo/benefício das obras na Arena da Baixada e sua gestão (CAP S/A), podemos constatar que os títulos colocados pelo Governos, saíram por aproximadamente um pouco mais de 10%  do valor total do Pinheirão, ou seja, tranquilamente um gol a favor de nossa cidade-sede. Lembrando novamente ainda, que a conta foi dividida em 3 partes (acordo tripartite) e que o papel para tocar a obra utilizado foi o potencial construtivo (reajustado conforme inflação e o CUB), ou seja, não saiu dinheiro da educação, saúde ou segurança como muitos tentam vincular. Se fosse o Pinheirão e sem o Petraglia, daí sim teríamos a certeza que a conta seria altíssima e paga por dinheiro que poderia ser aplicado em Educação, saúde e segurança, aumentando ainda mais o déficit estadual e municipal.

Ainda para lembrar, com teto retrátil, sendo o projeto mais barato das sedes brasileiras (ver o quadro), o mais fiscalizado (MP, Tribunal de contas, VERDES, Mídia, auditorias FIFA…….) e com certeza, o melhor de todos os projetos das cidades-sedes. E pensar que queriam o Pinheirão!

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