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“Versinhos” de Rafael Lemos

Em 1939, eclodiu a Segunda Grande Guerra, que se estendeu até 1945, ano em que o meu amigo Elias Cordeiro já fazia a barba, usava terno e namorava as moças de Santa Quitéria.

Naquele tempo, a rivalidade entre Atlético e Coritiba já era grande, mas, ao contrário do que ocorre hoje, explodia em sadias provocações, como registra o livro da dupla Carneiro Neto e Vinícius Coelho, no trecho que transcrevo:

“(…) nos campos as torcidas adversárias entoavam as rimas:

“O almofadinha/Come tripa de galinha/Vai dizer à namorada/Que comeu macarronada”. – dos coxas contra o Atlético.

Ensejando a resposta: “Atrás daquele morro/Nasceu um pé de mamão/Jogar contra o Coritiba/É combater alemão”.

De lá para cá, quase sete décadas se passaram, mas eu, voltando ao espírito daqueles dias de rivalidade sadia, venho hoje celebrar a conquista do Primeiro  Turno do Estadual 2012 pelo Clube Atlético Paranaense, fazendo uns  versinhos, nos quais homenageio (e “homenageio”) amigos, jornalistas, dirigentes, atletas, árbitros, torcedores e desafetos.

Espero que gostem…

I – Aos coxas, vices no Turno, com “carinho”:

Ó COXARADA, EU TE DISSE:
SE O PETRAGLIA VOLTASSE
VOCÊ VOLTAVA A SER VICE!

II – Ao Héber Roberto Lopes, com “profunda admiração”:

JUIZINHO COXA-BRANCA E CARECA,
VOCÊ FAZ TEMPO QUE É UM HORROR
ÉS O MAIORAL NA NOSSA FEDERECA
PORÉM NUNCA SERÁS DESEMBARGADOR!

III – Para Elaine Felchacka, em “honra” às suas reportagens sempre meio ácidas contra o Atlético Paranaense, ofereço com “doçura”:

Elaine, não seja tosca
Em boca Felchacka
Não entra mosca!

IV – E, por fim, agora que as obras da Arena da Baixada com vistas à Copa do Mundo de 2014 no Brasil estão decolando, não custa tirar mais um sarrinho da xoxarada e mandar daqui uma parodiazinha:

A Copa do Mundo é nossa
Com o Rubro-Negro não há quem possa
Ê, eta Furacão de ouro
Pra coxarada só resta o choro!

A Copa do Mundo é nossa
Com o Rubro-Negro não há quem possa
Ê, eta a Baixada é um estouro
E a coxarada só leva couro!

Receberemos todo estrangeiro
Na terra da Araucária e do Café
Subsede da Copa do Mundo
Sambando com a bola no pé! Gol!

A Copa do Mundo é nossa
E o “Virsão” tá numa fossa
Eta notícia de bom agouro
Deixou feliz até o Domingos Moro.

A Copa do Mundo é nossa
Com o Rubro-Negro não há quem possa
Ê, eta o Atleticão está famoso:
Em toda a China e no Egito majestoso!

Anfitrião de todo estrangeiro
Mostrando o futebol como deve ser
Subsede da Copa de 2014
Na Estação Arena do metrô vou descer!

P.S.:

Durante os anos da Segunda Grande Guerra, a rivalidade entre Atlético e Coritiba já era grande, porém explodia em sadias provocações, muitas delas por meio de versos.

Mantenha em alta o seu espírito esportivo todo dia: ao responder esta coluna, faça em forma de poesia!

Um abraço!

Rafael Fonseca Lemos
Atleticano desde 1982
Feliz da vida por ter botado hoje a primeira mão na Taça de Campeão Paranaense de 2012

2 comentários em ““Versinhos” de Rafael Lemos

  1. Óh Rafael, teu texto está maneiro
    mas melhor ainda está o Furacão
    com o melhor ataque, defesa,
    e pra completar Bruno artilheiro…quero dizer mineiro!!!!
    SAUDAÇÕES RUBRO NEGRAS

  2. porque não fez versinho pra gorda?
    porque ela trabalha lá distante?
    isto é preconceito. Não faça mais isto.
    torne mais doce suas palavras, use mel

    As radios aguardam a entrevista do MM
    transamerica e banda B
    ora vão se cata

    Elaine, não escreva como urubu
    Em boca Felchacka
    não lhe mando tomar coca-cola
    esta rima ficou um desastre
    Será que a Elaine viu o tamanho do cabo do guindastre ?

    Giba

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